Agora o tempo é seu…

Já pararam para pensar como o tempo passa diferente para cada pessoa? Ou melhor, o tempo sempre passa igualmente para todos, mas a nossa percepção sobre ele muda . Hoje tudo é tão acelerado, precisamos sair do colégio, entrar na faculdade, arrumar um emprego, casar, ter filhos e é isso… Essa é a ordem “natural” em que as coisas foram historicamente construídas e que virou regra para uma vida de sucesso. Contudo, venho informar para aqueles que ainda não perceberam: cada pessoa tem seu próprio tempo! E quando isso não é respeitado, quem não acompanha acaba se sentindo sufocado.

São tantas tarefas durante a semana, tanta informação, um imediatismo tão gigantesco que nos vemos perdidos nesse meio. A sociedade está tão acelerada que não conseguimos dar conta de tudo – e por “tudo” me refiro aquilo que é importante para cada um. Não conseguimos realizar toda as tarefas do trabalho e ainda ter tempo para meditar, exercitar, se alimentar bem, fazer yoga, tomar três litros de água por dia, passar um tempo desconectado, conversar com o amigos, ficar com o namorado(a), assistir aquele filme ou série que você gosta e dormir o tempo necessário, entre tantas outras coisas que acabam sendo necessárias.

E isso se torna uma rotina ideal, mas é ilusória… Glorificamos tanto o ocupado, aquele que faz milhões de coisas ao mesmo temo, e nessas comparações, quando não conseguimos igualar o ritmo, sentimos que estamos perdendo algo do mundo.

O termo criado para explicar esse fenômeno social é FOMO, Fear of missing out (ou Medo de Perder). Hoje para ter uma vida considerada “completa”, com a ideia que é disseminada principalmente na internet, envolve muita coisa! E com todas as redes sociais e todas as notícias correndo soltas – e nem estou falando especificamente sobre a pandemia que estamos enfrentando – é humanamente impossível estar por dentro de tudo e em consequência disso ficamos sempre com a sensação de precisar ou querer saber mais.

Nossos tempos estão dessincronizados. Falo como sociedade no geral. Antes da Era Digital ainda se tinha um senso de rotina compartilhada, já que os horários de trabalho eram similares, praticamente todo mundo ia para o trabalho no mesmo horário e voltava para casa no mesmo horário, então todas as famílias se sentavam para assistir os mesmos programas na televisão e escutavam os mesmos programas de rádio, por que era o que tinham disponível. Com o surgimento dos sistemas de streaming (Netflix, Spotify, AmazonPrime, etc.) esse senso de rotina coletiva se perdeu. E não me entendam mal, eu não estou reclamando, sou uma grande fã dos streaming! Mas com essa falta de tempo coletivo, o que mudou também foi a percepção do tempo, ele se tornou algo individual.

Claro que não pode existir apenas o lado ruim disso tudo. Acredito que agora estamos migrando para um momento no qual as pessoas vão ter a chance de entender seu próprio tempo e trabalhar com ele da melhor forma. Com esse senso de individualidade eu tenho esperança que aflore o sentido de respeitar o tempo que você estabelece para as coisas na SUA vida – e não o que  sociedade determina.

Esse texto é para você, que vive à deriva nas margens do tempo sem nunca conseguir navegar direito. Esse momento é seu. O tempo é seu, apenas faça bom uso dele!

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