REVIEW │ Kissing Booth 2 – acho que fiquei velha para comédias românticas

Antes de mas nada, sim, eu costumo AMAR comédias românticas, principalmente aquelas que cresci assistindo, mas aí entra a questão do apego emocional que é uma história totalmente diferente. Mas, no geral, eu gosto bastante de assistir e não costumo problematizar tudo que acontece, como eu gosto de falar, eu abraço o filme.

Contudo, com The Kissing Booth (A Barraca do Beijo) as coisas foram um pouco diferentes. O primeiro filme estreou em 2018 na Netflix, como uma adaptação do livro homônimo de Beth Reekles, e conta a história de Elle (Joey King) e seu melhor amigo Lee (Joel Courtney) com todas as suas regras, que listava “parentes do melhor amigo está fora de cogitação”, isso incluía o irmão mais velho de Lee, que também é o cara mais popular do colégio, Noah (Jacob Elordi). Obviamente, Elle e Noah se apaixonam e ela tem que lidar com as consequência desse sentimento e tentar salvar sua relação com Lee.

Capa do primeiro livro

No primeiro filme algumas coisas já haviam me deixado incomodada, como a cena que Noah bate no carro quando Elle não quer falar com ele. Meu querido, aprenda a controlar seus nervos. E mesmo tendo algumas cenas bem girl power, nas quais a Elle protagoniza muito bem, algumas outras simplesmente não me descem. Mas tudo bem, no geral gostei do filme e me diverti assistindo. E como a Netflix não é boba e não dorme no ponto, claro que eles organizaram uma sequencia para a história depois do sucesso que foi o primeiro.

Assim, The Kissing Booh 2: Going the Distance estreou dia 24 de julho e claro que eu fui dar uma conferida. Pensei muito se iria mesmo escrever essa review por que esse segundo filme me levou por uma montanha russa, com muitos loopins, de sentimentos. Nessa nova história Noah foi para a faculdade e ele e Elle tem que se acostumar com um relacionamento a distância, que vem cheios de inseguranças e ciúmes quando novas pessoas cruzam o caminho dos dois. O filme é cheio de tramas secundárias e algumas são bem legais e acompanhar, como a competição de dança e algumas relações que vão surgindo.

Contudo, acredito que o filme pecou exatamente nesse ponto, era muita informação e acabou que nenhuma das tramas foi explorada como deveria. No meio de tantas decisões difíceis e tanto drama como: seu relacionamento à distância, o momento de se inscrever para ingressar na faculdade, a competição de dança, a barraca do beijo, ciúmes, sua amizade com Lee e como isso afeta o relacionamento dele com Rachel (Meganne Young), entre tantas outras coisas, que quando chegou no fim nada foi explorado tanto quanto deveria para fazer diferença para a narrativa.

Fonte: divulgação/Netflix

Achei interessante a maneira como eles abordam algumas coisas, de uma forma mais madura que no primeiro filme, principalmente quando diz respeito ao temperamento de Noah e, também, como eles abordam as inseguranças de um relacionamento à distância, que são normais de acontecerem. Mas tirando isso, o filme me decepcionou um pouco e quando eu achava que as coisas não podiam piorar, pioraram… Comecei já com um pé atrás com Noah devido aos ocorridos do primeiro longa, depois a Elle me incomodou com algumas atitudes, logo após foi a vez de Rachel (que eventualmente entendi o lado dela, mas poderia ter lidado com tudo de uma forma diferentes), então Lee me tirou do sério, e quando eu achava que, pela primeira vez, eu shippava mais o “casal errado” que o certo, o Marco (Taylor Perez) me decepcionou. No fim, pouco personagens se salvaram ilesos do meu julgamento.

Fonte: divulgação/Netflix

Mas o filme não é de todo ruim, embora esteja um pouco longe de ser bom – nesse caso apenas abraçar o filme não foi suficiente. Mas tenho que reconhecer que a química entre os atores está ainda melhor que no primeiro, principalmente quando falamos de King e Courtney. Gostei também da representatividade que foi abordada de forma bem mais explicita nesse filme com direito a um beijo muito fofo. E, por fim, o que pra mim foi a melhor parte de todo o filme, o discurso final de Elle ao escrever sua aplicação para a faculdade respondendo a pergunta “O que eu quero ser daqui 5 anos?” – ou melhor, quem eu quero ser! O filme valeu a pena por esse momento.

O terceiro filme da sequência já foi confirmado poucos dias depois do lançamento do segundo, e de acordo com King, já foi filmado e está e pós-produção, e deve ser lançado no ano que vem na Netflix. Agora temos que aguardar pra ver o que o final dessa trilogia reserva para nós!


AVALIAÇÃO:

Avaliação: 3 de 5.

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