Jukebox Musicals │ O que são e como identificá-los?

Os musicais denominados “Jukebox Musicals” – que podem ser tanto musicais de palcos como filmes musicais – são aqueles que tem seu roteiro desenvolvido a partir de músicas já existentes e conhecidas pelo público em geral, como grandes hits do pop, rock, country, etc. Ainda não se sabe ao certo a origem do termo como o conhecemos hoje. O primeiro documento impresso a utilizar o termo “jukebox musical” é datado de 1962 ao caracterizar o musical Do Re Mi, que é um espetáculo – com músicas originais – sobre um homem que vende jukeboxes. As máquinas jukebox são um aparelho eletrônico geralmente acionado com moedas, que tem um catálogo de músicas das quais o cliente pode escolher uma para tocar, é bem comum de ver essas máquinas em filmes americanos, nas lanchonetes.

Portanto, esse tipo de espetáculo já era realizado na Europa nos séculos XVII e XVIII, onde foram produzidas óperas cômicas que parodiavam canções populares da época. Dois gêneros que ficaram muito conhecidos por fazer uso intenso dessas melodias já conhecidas foram Comédie en vaudevilles (o teatro de variedades) e óperas de balada. Atualmente a primeira ópera de balada, e também a mais famosa, The Beggar’s Opera (A Ópera dos Mendigos), de 1728, é chamada de “o musical jukebox original”.

Muitos musicais jukebox são restritos a músicas de um cantor ou banda, ou ainda, escritas pelo mesmo compositor, nesses casos, o plot geralmente é uma biografia da vida do artista – ou artistas – em questão. Alguns exemplos de aristas cujas vidas e criações serviram como base para um musical jukebox são Susan Boyle, Johnny Cash, Cher, Michael Jackson, John Lennon, Tina Turner, entre tantos outros.

The Cher Show na Broadway (Fonte: Joan Marcus)

Contudo, esse tipo de produção não precisa necessariamente ter o caráter biográfico, assim surge os musicais jukebox com plot ficcional. Nesses casos as músicas de determinado artista são usadas na narrativa, com caráter diegético – isso é, dentro da realidade desse mundo ficcional. Um dos maiores exemplos dessas produções é o musical Mamma Mia! – que utiliza os sucessos atemporais da banda sueca ABBA. Essa produção mudou o cenário do teatro musical a partir de sua estreia em West End, em Londres, em 1999, e popularizou os musicais jukebox. Outros exemplos são: Boogie Nights (1998) baseado nas músicas pop dos anos 1970; Hoy no me puedo levantar (2005), com músicas da banda espanhola Mecano; e, por fim, Viva Forever! (2012), baseado nas músicas da banda Spice Girls.

Existe, hoje, uma certa discussão em torno das produções como Rocketman, Bohemia Rapsody e Yesterday, se esses filmes seriam ou não considerados musicais jukebox. Há quem defenda e estude que, quando as músicas acontecem no universo do filme sendo performadas pelos próprio cantores (no caso eles como personagens, como Rami Malek interpretando Freddie Mercury em Bohemia Rapsody) não se enquadraria no conceito musical jukebox. E, outra questão discutida são as produções que misturam as originais com aquelas já lançadas anteriormente, que é o caso dos filmes Troll (2016) e Singing in the Rain (1952), entre outras produções.

Acredito que nesses pontos seja uma questão de opinião quais devem se enquadrar e quais não. Espero que tenham gostado do texto, se quiser ler mais sobre musicais, basta clicar aqui!

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